Projeto 2 - Grupo 4B: Apps para Medicina

** Breve Introdução**

Nosso grupo escolheu o tema "Saúde" para desenvolver um protótipo de aplicativo, projeto final da matéria de Co-Design de Apps do curso de engenharia do Insper. Abaixo está a descrição de todo o processo criativo, bem como a linha de raciocínio do projeto e todas as informações coletadas em campo.

Designs Inspiradores

  • Blooder: Aplicativo criado por alunos Insper. Tem o objetivo de informar bancos de sangue próximos para doação.

Justificativa: Aplicativo que incentiva a doação de sangue informando via GPS bancos de sangue próximos do usuário. Além disso, os criadores são alunos da faculdade e poderiam nos ajudar tanto na parte criativa quanto em networking e Know-how do ramo.

  • MedScape: Base de dados que disponibiliza conteúdo sobre doenças e condições médicas, além de tratamentos, auxiliando no enriquecimento de informações;

Justificativa: MedScape é um grande portal de informações da área da saúde (http://www.medscape.com/). O app é muito usado e poderia oferecer inspirações da dinâmica e disposição dos componentes do aplicativo. Além disso, por estar conectado à saúde, podíamos usar sua semiótica como inspiração para a nossa criação.

  • HemoLiga: Similar ao Blooder mas com o adendo de mostrar os níveis de tipos de sangue em cada banco no mapa.

Justificativa: As propostas do app estão alinhadas no nosso campo de trabalho (área da saúde). Analisar esse aplicativo nos renderia informações da semiótica do meio, dinâmica das funções e o que já foi feito nessa área, para que não fizéssemos nada totalmente igual.

  • Doe Sua Energia: É um app que doa R$1,00 para a caridade a cada 1km corrido pelo usuário.

Justificativa:O que chama a atenção desse app é a forma interativa que os usuários tem com a rede. É um app de saúde social com um ideia inovadora do meio.


Primeira Ida a Campo

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Nossa primeira visita com usuários em potencial (médicos do Albert Einstein) foi mais abrangente, oferecendo-nos um leque de opções de temas para o nosso projeto.

Sendo mais específico, falaram muito do curso de medicina que o hospital Albert Einstein oferecerá no ano de 2016 e como ele é inovador como o nosso. Ele ressaltou que a interação entre médicos e engenheiros é importante para o desenvolvimento dos bons serviços de saúde.

Os médicos explicaram muitos processos do dia a dia no hospital e dos tratamentos. Um deles foi a dificuldade de saber se os pacientes estão realmente seguindo o tratamento como ele deveria ser, ingerindo as quantidades certas das substâncias indicadas.

Um dos principais desafios seria suprir a necessidade tanto de médicos quanto de pacientes, não que seja seja o objetivo principal de nosso projeto, mas certamente seria o ideal para a função do app: conseguir conciliar as vontades dos pacientes e dos médicos, sem que nenhuma das partes tenha que passar a fazer ou deixar de fazer algo que queira. Além disso, a gama de informações oferecidas foi bastante densa e com um grande escopo, dificultando a filtragem dos reais problemas.

Um exemplo: a doutora responsável pelo banco de sangue explicou de cabo a rabo o processo de doação de sangue, desde o preparo até a injeção em quem necessita. Foi muito tempo e muito conteúdo. Outros médicos divagaram muito e algumas informações ficaram pouco claras ou superficiais já que mudavam o escopo da conversa. Não podíamos bombardeá-los com perguntas pois estávamos numa plateia com 70 alunos e assim, não aplicamos técnicas de Co-Design. O tempo ficou apertado depois e não pudemos falar com muitos médicos.

De qualquer maneira, conversamos com a doutora responsável pelo setor de doação de sangue. Ela informou que uma dificuldade enfrentada nessa área é atrair doadores de sangue pela praticidade do processo. Isso não ocorre já que existe uma entrevista prévia para toda doação, gerando um grande tempo de espera e repulsão de potenciais doadores. Ela citou também a carencia de servicos de aplicativos que ofereçam alguma praticidade nesse âmbito.

Tendo isso em vista, pensamos em ideias que suprissem propriamente essa necessidade.


Ideias preliminares

  • Pré-cadastro de pacientes.

Justificativa: : realizar uma entrevista prévia, poupando tempo e otimizando recursos. Dessa maneira, o trade-off para doação de sangue ficaria mais atraente para doadores e doadores em potencial, gerando mais doadores com mais frequência;

  • Níveis de tipos de sangue no banco.

Justificativa: Isso serviria para mostrar a situação de quanto sangue há nos estoques, sensibilizando mais pessoas para doar quando os volumes estiverem diminuindo;

  • Promoção de campanhas pró-doação, divulgando eventos de doação fisicamente, próximos do usuário.

Justificativa: Ajudar na divulgação da causa, aumentando o número de doadores e facilitando a doação, informando o posto mais perto;

  • Aprimoramento do serviço de notificação do exame do doador.

Justificativa: Os resultados dos exames demoram cerca de 3 semanas para chegar. Possivelmente, um aplicativo que fornecesse esse exame de forma mais ágil, objetiva e de fácil acesso atrairia novos e mais frequentes doadores.

Público Alvo
Consideramos nosso público-alvo como todos aqueles que já doam ou têm interesse em doar e possam aumentar sua participação na coleta de sangue, pelo menos no Hospital Albert Einstein.

Outra ideia que tivemos foi da criação de um serviço voltado para o público infantil, visando a conscientização de sua doença por meio de uma linguagem mais simples e com muitas ilustrações. No entanto, a parte de programação desse nível requereria um conhecimento mais aprofundado de design de Apps, fazendo com que essa opção ainda não seja a principal, a priori.


Desafios e Estratégias

Queremos atrair mais doadores de sangue. Portanto, achar usuários em potencial do app não é difícil, já que qualquer um com condições físicas e legais de doador já podem ser entrevistados. Tendo isso em vista planejamos efetuar pesquisas online, com perguntas mais abrangentes e visitas a bancos de sangue, para fazer entrevistas mais minuciosas e utilizando técnicas de Co-Design mais afundo.

Planejamos visitar o Hospital Albert Einstein, onde temos um contato próximo e também o Hemocentro São Lucas, próximo de nossa faculdade (http://www.hemocentrosaolucas.com.br/SAOLUCAS/), dentro do hospital Santa Paula (http://www.santapaula.com.br/). Em adição, planejamos comparecer no Centro de Hematologia de São Paulo para entrevistas com doadores e funcionários do local.

Fomos avisados no Hospital Albert Einstein de questões burocráticas e éticas que permeiam a área da doação de sangue. Esse pode ser um dos obstáculos do projeto, já que teremos que formatar nossas pesquisas para meios que respeitem a ética da doação nos bancos de coleta e com os usuários.

O cronograma também é algo que deverá ser bem montado. O tempo gasto para efetuar pesquisas, analisar os dados, discutir, brainstorming, nova entrevista, prototipagem, etc. é muito grande e muitas vezes o processo falha e deve ser refeito. Muitas coisas mudam ao longo do projeto e/ou não saem como o esperado. É necessário fazer uma linha de produção com espaço de tempo para suportar surpresas.

Para estratégia de entrevistas, acreditamos que o melhor é entrevistas doadores no (hemocentro), o que faz com que as ideias e memórias relacionadas a esse assunto estejam mais frescas. Pretendemos também utilizar os 5 why's, por sua eficácia na obtenção de respostas mais profundas. Outra técnica que utilizaremos é o beginners mindset, livrando o usuário de qualquer preconceito que nos possamos imbuí-lo e dando ideias mais fiéis àquelas de seu pensamento.


Pesquisa Inicial

Para a pesquisa inicial, formulamos perguntas referentes ao tema de doação de sangue para irmos a campo coletar dados que nos ajudem a afunilar nosso processo de criação. Telefonamos ao hemocentro São Lucas. No entanto, é necessário um requerimento no Departamento Jurídico do hemocentro, para confirmar se a pesquisa tem finalidade acadêmica e que as informações não serão usadas ou divulgadas sem o consentimento dos entrevistados. Enviamos um e-mail para lá e para o hemocentro do Hospital Albert Einstein (http://www.einstein.br/Paginas/home.aspx), buscando uma oportunidade de entrevistar doadores no momento da doação, aproveitando que já estão inseridos no contexto da pesquisa.

Além disso, aproveitamos as perguntas já feitas e realizamos as pesquisas por meio do Google Forms. Até o momento desta atualização da wiki tínhamos um total de 39 respostas. Embora seja um grande volume, percebemos algumas falhas no formato com o qual a pesquisa foi realizada. Algumas perguntas caíam num dead-end (não conseguia identificar alguns motivos, "como melhorar uma dificuldade", por exemplo), outras deixavam o escopo da resposta muito aberto ("o que você não gosta na doação?" dava espaço para "dor", por exemplo).

Formulário 1

  1. Qual o seu sexo?
  2. Você já doou sangue? Se sim, quantas vezes? Se não, por que?
  3. Na sua opinião, quais os obstáculos encontrados na hora de doar sangue?
  4. Aos doadores, quanto tempo, em média, é dedicado para cada doação?
  5. Você doa em mais de um banco de sangue?
  6. Você já foi doar sangue e, por algum motivo, não conseguiu?
  7. O que você mudaria no processo de doação de sangue?
  8. Como você descreveria um bom processo de doação?

Isso revelou que esse método só é eficaz se as perguntas não oferecerem muito campo para variações e que as perguntas devem ser mais claras. Várias perguntas menores, mais concisas, são melhores do que algumas maiores, pois essas abrem espaço para interpretações que se distanciam da informação que queremos obter. As perguntas acima foram muito abrangentes "O que você mudaria na doação?", dando espaço para as respostas mais diversas e impossibilitando de explorar essas vontades e identificar ramos comuns. "Você doa em mais de um banco de sangue?" não há continuidade nessa pergunta, não sabemos o "porquê" das respostas.

Em todo caso, na última pergunta "Como você descreveria um bom processo de doação?" identificamos que muitos entrevistados tiveram respostas que indicavam um exame rápido e eficaz. Os que responderam por que não doavam, justificavam com motivos realmente impossibilitantes (tatuagens, piercings, fora do peso, etc.) ou reclamavam da divulgação de informações de doação.

Depois do processamento de dados refizemos as perguntas da pesquisa e aguardamos resultados.

Formulário 2

  1. Qual o seu sexo?
  2. Você já doou sangue? Se sim, com que frequência? Se não, por qual(is) motivo(s)?
  3. Aos doadores, quanto tempo, em média, é dedicado para cada doação?
  4. Na sua opinião, qual a parte mais demorada do processo de doação?
  5. O que você mudaria para que começasse a doar ou passasse a doar mais sangue?
  6. Como você descreveria um bom processo de doação de sangue?

Dessa vez especificamos mais as perguntas, sem dar margens para respostas fora da nossa gama de interesse e oferecemos respostas "checkbox", filtrando respostas iguais e escritas diferentes, por exemplo, e dando mais opções para coisas que talvez os entrevistados não haviam pensado.

O resultado foi melhor, tivemos mais respostas e o que achamos bom foi que as partes principais se mantiveram de outras formas. No Formulário 1 muitos descreveram o processo de doação ideal como rápido e eficaz. No segundo, as respostas foram as mesmas com o adendo de que nessa pesquisa, as respostas sobre qual era a etapa mais demorada para a doação. A grande maioria respondeu a triagem, espera para a entrevista e a entrevista, que são todas parte do grande processo de seleção dos doadores, averiguando a possibilidade e segurança da coleta do sangue. Em linhas gerais, segundo os dados obtidos, a parte que menos consome tempo é a doação em si.

Vale ressaltar que muitos disseram que não doam por medo de agulhas, dor e motivos mais particulares que não condizem com o propósito de nosso trabalho.

Brainstorming

No nosso brainstorm, focamos no conceito da doação de sangue. Além de tudo o que engloba essa área, procuramos concentrar os pensamentos nas etapas da doação em si, tendo em mente o fato de que muitos entrevistados reclamaram do tempo, eficácia e descrevem uma doação boa aquela que é rápida.

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Segunda Ida a Campo

A segunda visita teve como destino o Hemocentro São Paulo, no qual uma série de pessoas foram entrevistadas. As perguntas tinham como base o processo de doação de sangue, bem como uma possível utilização do aparelho celular. Seguem abaixo as repostas do público entrevistado.

• Lídia
- Estava em sua primeira doação de sangue;
- A doação era destinada a um conhecido;
- Disse que a pessoa deve se sentir confortável. Estava bem calma, acha que o atendimento está bom;
- Sempre teve medo de agulhas e problemas com o tempo, mas agora acredita que doará mais vezes.

• Wagner
- Estava em sua primeira doação de sangue;
- A doação era destinada a um parente;
- Já tinha vontade de doar antes;
- Desde a saída de sua residência, o processo de doação levou 2 horas;
- Disse que o processo é humanizado e sigilo;
- Escolheu o Hemocentro São Paulo por causa do Hospital;
- Sempre prorroga a doação, pois acredita que doar para alguém que você não conhece não é motivante;
- Depois da primeira doação, acredita que doará mais vezes;
- Não joga jogos no SmartPhone, embora use bastante;
- Recomenda que o app seja acompanhado de uma pontuação, tipo o Waze;
- Achou o processo tranquilo, rápido e super bom;
- Vai doar de novo, 1x ao ano;
- Contou uma história de uma amiga que passou mal, e isso o traumatzou;
- Acredita que deve haver uma desmitificação de pegar doenças pela agulha ou se passar mal. Antes, não conseguia dormir antes de doar devido às agulhas;
- Achou o atendimento muito bom, e o processo, gratificante.

• Karina
- Não era a primeira vez que doava sangue;
- A primeira vez foi por causa de um parente que precisava de sangue;
- Ela doa sangue porque gosta de ajudar as pessoas;
- Falta tempo para doar sangue por causa do seu trabalho;
- A noite, o processo de doação é mais demorado;
- Acredita que a maior demora seja por causa das filas;
- Doaria mais vezes se o processo fosse mais rápido;
- Não usa esporadicamente o celular;
- Acredita que falta divulgação do processo, as pessoas se esquecem.

• Daniela
- É uma doadora frequente;
- Sua primeira doação foi por causa de um parente, uma sobrinha que tem problemas no coração;
- Nunca tinha pensado em doar sangue antes, embora a mídia divulgue;
- Doa porque acredita ser algo muito simples, que muita gente precisa e não lhe faz falta;
- No final de semana, o hemocentro é muito cheio, leva muito tempo;
- Acredita que a doação seja muito gratificante;
- Obrigatoriedade de agendamento é ruim;
- Algumas pessoas pedem para ir com ela para fazer doação juntos.

• Vivian
- Era a primeira vez que doava sangue, por conta de uma conhecida (filha de uma amiga) que necessitava;
- Já tinha pensado em doar, mas nunca tinha ido, ate que um conhecido precisou;
- Acedita que seja bem informada sobre as doações, mas não conhece postos de coleta perto de seu trabalho e casa;
- Pretende doar mais vezes, tomou essa doação como um "start";
- "É uma força de vontade que eu tenho que ter";
- Não vê muita publicidade sobre doacão de sangue, principalmente referente aos postos próximos;
- Acredita que os horários de doação deveriam ser estendidos, pois muita gente trabalha e sai muito tarde;
- Acha os hemocentros muito cheios aos finais de semana;
- Não sabia que podia fazer agendamento para as doações.

• Rafael
- É um doador frequente, doa 3x ao ano;
- Costuma doar apenas por doar;
- É de guarulhos, e acredita que poderiam ter postos de coleta mais próximos de lá;
- Doa regularmente porque quer ajudar as pessoas;
- É lembrado pelo hospital, porque seu sangue é O-;
- Para melhorar a doação, acredita que o processo poderia ser mais ágil e menos burocrático;
- Usa o celular para tudo, principalmente para auxiliar em sua rotina;
- Todos os postos de coleta são iguais, apenas a espera que é ruim (cerca de 1 hora de espera e 10 minutos de doação);
- Nunca teve medo do processo.

• Glauce Dantas
- Já doou sangue há muito tempo, pois um parente precisou em 2005;
- A vizinha de seu cunhado precisa de sangue, o que a torna sensível à causa;
- Já pensou em doar mais vezes, mas nunca vem efetivamente;
- Agora pretende doar mais frequentemente;
- Cada visita ao hemocentro leva cerca de 1 hora e meia;
- Acredita que o processo é muito burocrático, o que faz com que ela não tenha tanto tempo assim para as doações;
- Acha o processo extremamente gratificante;
- Não tem medo, mas fica ansiosa por algum efeito depois da doação (por exemplo passar mal);
- Acredita que a calma seja o mais importante do processo;
- Em sua opinião, o atendimento é nota 10;
- Usa bastante o celular, mas não joga jogos, apenas um ou outro;
- A pré-triagem é mais devagar que a própria triagem.

• Lilian
- Estava em sua segunda doação;
- Veio por causa de uma recém-nascida de uma conhecida;
- Não doa mais vezes porque se esquece;
- Acha que doar sangue não ocupa muito tempo, e portanto não mudaria o processo;
- Depois dessa doação, acredita que doará mais vezes;
- Veio por recomendação do hospital;
- Está se tornando usuária frequente do celular, principalmente por causa do WhatsApp;
- Veio de muito longe (Zona Leste), tinha um compromisso no centro e já aproveitou para doar sangue;
- Acha que a triagem é a parte mais demorada do processo.

• Vitor
- Estava em sua primeira doação;
- Veio por causa de conhecidos que precisavam de sangue;
- O dia-a-dia dificulta mais doações de sangue, pois não há tempo;
- Não vê problema com a espera no processo de doação;
- Acha que poderia doar mais vezes;
- Acaba caindo no esquecimento, só lembra quando um conhecido precisa de sangue;
- Acredita que não deve haver mudança alguma no processo de doação;
- Gosta do atendimento médico;
- Acha que o processo é rápido, "Pego fila pra tanta coisa, que já estou acostumado";
- Acredita que um pré-cadastro ajudaria muito na realização do processo;
- Acredita que falta planejamento para doar,
- Vê muita divulgação do processo de doação.

• Rosângela
- Estava na sua primeira doação, por causa de um parente que precisava de sangue;
- Já pensou em doar antes, mas é difícil porque mora na Zona Norte;
- Tinha preconceito;
- Acredita que falta divulgação e regiões para saber se pode ou não doar sangue;
- Acha que deveria haver mais pessoas na triagem, para tornar o processo mais rápido;
- Deveriam descentralizar as doações, com mais centros, mais campanhas.

• Luis
- Já doou várias vezes, por causa de parentes e voluntariamente também;
- Geralmente doa durante a semana;
- Acredita que as pessoas preferem doar aos sábados, por falta de conhecimento e receio;
- "As pessoas conhecem o processo de doação, mas mesmo assim não vêm doar.";
- Achava que não podia doar, porque teve hepatite quando era criança;
- Acha que há falta de divulgação: deveria ser criada uma cultura de doação, em universidades e mais regiões também;
- Deveriam ser feitas mais campanhas.

• Marcel
- Em sua primeira doação de sangue, sua artéria estourou;
- Veio para ajudar um amigo próximo;
- Não faz questão de doar por boa vontade;
- É de Guarulhos e vive muito ocupado com o trabalho;
- Mesmo com campanhas, não quer doar sangue por uma questão cultural;
- A questão do tempo também o influencia muito, acha que o tempo de espera no posto de doação é muito alto;
- Usa muito o celular;
- Não joga muitos jogos no celular.

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Terceira Ida a Campo

Na terceira visita, fomos ao Hemocentro do Hospital das Clínicas de São Paulo, com o aplicativo desenvolvido. Fomos atrás de possíveis usuários, os quais testaram o aplicativo no celular. Segue abaixo o feedback dos indivíduos entrevistados, na íntegra.

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• Sabrina Mendes, 26
− pre cadastro com perguntas básicas
− não perder a viagem
− sempre doa, pelo menos 1 vez ao ano
− notificação personalizada para o tipo de sangue
− mesclar próximas campanhas e noticias
− checklist das infos

• Caroline Costa, 20
• Daniel mendes, 22
− tirar infos da home
− sites que pegam a tela inteira com barras de rolagem
− cor ruim

• Ana Paula Moreira, 37
− não viu como voltava
− viu que avisava eventos
− melhor parte eh a notificação do doador porque ele sempre esquece
− informar pre-cadastro/agendamento
− viu campanha no jornal, mas acha que facilitaria muito no e-mail

• Mario Aguiar Bombonati, 45
− não sabia como voltar para a tela anterior
− letras maiores
− informar o numero de pessoas em cada hemocentro
− tela não ta poluída

• Euclides Freire, 42
− muita coisa na primeira tela

• Marcelo Correia, 48
• Regiani Canudo, 45
− mt informação na tela inicial, mas tem logica de uso
− usar fonte branca em fundos vermelhos e vice versa
− bom informativo de campanhas externas
− nao entendeu o "serviço de notificação do doador"
− mudar o nome para "notificação de resultado de exames"

• Glaucia Leite, 30
• Evelyn Moreira de Sousa, 18
• Fernanda de Queiros Peixoto, 22
• Nathalia Helena de Oliveira, 21
− mudaria as cores (sugestão azul)
− manter a ideia dos post-its
− boas as informacoes do "por que doar" e "onde doar"
− facil de mexer, auto-explicativo
− servico de notificacao bem legal
− recomendacoes: alimentacao, quem pode e nao pode doar, restricoes
− boa organizacao
− arrumar a semiotica
− notificar o banco que vc chegou (check in)
− nao entendeu o servico de notificacao
− avisar/lembrar quado pode doar de novo
− foi intuitivo

• Paloma Santos Carvalho, 26
− falta organizacao de informacao (doadores querem acesso rápido e fácil)
− colocar botão "enviar" no fale conosco
− otimo sistema de notificacao via app

• Valeria Silveira, 40
− coisas na tela inicial que ja tem no site do pro-sangue (nivel do banco, quando pode doar)
− melhorar layout (parecido com o do pro-sangue)
− legal post-its
− design clean, mas post-its amarelos são melhores

O teste do protótipo revelou alguns pontos que devem ser melhorados:

• Semiótica:
Apesar de algumas divergências nos estilos de semiótica, muitas pessoas não gostaram das cores presentes em nosso protótipo. As cores dos post-its não agradaram muito, apesar da disposição das informações e links ter agradado. As letras devem ser maiores, também.

• Usabilidade:
Outra coisa que percebemos foi que muitos usuários tinham dificuldade em identificar como voltar para a tela inicial, que era a tecla "home". Um simples botão de voltar resolverá, segundo eles próprios.
Algo que foi muito elogiado foi o serviço de notificação do exame (exame obrigatório de toda amostra de sangue doado) pelo próprio App. A única mudança pedida em algumas entrevistas foi a mudança do nome de "Serviço de Notificação do Usuário" para "Resultados do Exame".

• Funções:
Para "descarregar" um pouco a primeira página do app, sugeriram retirar, pelo menos por ora, o serviço de notificação sobre novidades e eventos pró-doação. Faz sentido, já que essa não é a ideia principal e de certa forma concentra o uso nas partes principais.


Construção de Personas

O uso de personas para o design de um aplicativo é uma técnica interessante, pois simula um indivíduo do público alvo usando seu protótipo. Embora possa parecer algo específico para uma pessoa, na verdade é algo que representa um grupo maior de pessoas que têm características semelhantes.

Aqui estão duas personas que fizemos para o nosso App BloodRunner.

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Paula
Paula cursa direito na parte da manhã e faz estágio na parte da tarde, até o início da noite. Aos fins de semana ela gosta de praticar esportes e ficar com família e amigos que não vê devido a sua rotina corrida. Paula sabe que existe um hemocentro ao lado de sua faculdade e que poderia doar sangue lá, já que conhece os pré-requisitos iniciais e tem todas as características necessárias de um doador. No entanto, o horário de Paula é saturado de tarefas que ela precisa fazer no dia-a-dia e não pode perder muito tempo para doar. Ela tenta se conformar, pensando que talvez ainda tenha bastante sangue do seu tipo no banco. Sendo assim, Paula sempre adia a doação e em muitos finais de semana já tem compromissos com seus entes queridos. Paula quer doar mais, mas não pode.

• Necessidades:

-Otimizar seu tempo;
-Conciliar a doação com seus afazeres diários.

• Valores:

-Vida social, acadêmica e profissional;
-Ações sociais;
-Ajudar o próximo.

• Motivação:
-Quer doar mais sangue, sem abrir mão de seus afazeres de seu cotidiano.
Cenário:
12h30. Paula está almoçando e tem que ir ao trabalho às 14h. Vê que tem uma folga e que seu tipo de sangue está em baixa no hemocentro ao lado da faculdade. Ela realiza seu pré-cadastro pelo app BloodRunner. Chegando no banco de sangue, as enfermeiras perguntam o nome dela e veem que ela já está cadastrada. Paula responde a algumas perguntas mais específicas e já vai para a sala de doação. Saindo do hemocentro, ela vai para o estágio com 40 minutos de folga.

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João
João é aluno do ensino médio numa escola tradicional da cidade de São Paulo. Numa aula de biologia, seu professor alertou para a necessidade de doar sangue, já que há uma carência grande de sangue nos bancos de hospitais da cidade. Voltando para casa, ele fica pensando no que o professor disse, mas não conhece nenhum lugar para doar e quais são os requisitos. Chegando em casa ele já pensa o que vai almoçar e no que fará na parte da tarde, e acaba esquecendo de todos aqueles pensamentos.
• Necessidades

-Informações sobre onde doar;
-Por que doar;
-Pré-requisitos;

• Valores
-Amizades;
-Diversão;
-Estudos.

• Motivação

-Sabe que doar tem importância, mas não o quanto.

Cenário:
João está no ônibus voltando para casa da escola e abre o BloodRunner. Lá ele vê que possui todos os pré-requisitos e que no caminho de casa existe um hemocentro a algumas quadras. Ele preenche o formulário do pré-cadastro e passa no banco de sangue para realizar sua doação. Por ter feito o pré-cadastro já no ônibus seu cronograma da tarde não foi alterado, devido à praticidade do processo e economia de tempo.

Criação do Protótipo do App

Segue o link da construção do aplicativo no POP: https://popapp.in/projects/564bb1a16ffd5e1b64866755/preview


Conceito Final

Nosso aplicativo atuará na triagem dos doadores, fazendo um pré-cadastro no banco de sangue, respondendo perguntas da entrevista (que os responsáveis digam que seja possível, ainda não tivemos a oportunidade de entrevistá-los), atendendo a todos aqueles que queiram doar. Pretendemos manter um banco de dados para cada hemocentro, de modo que o usuário deverá apenas responder às perguntas relevantes e que o centro ainda não tenha ciência.

Com isso, o objetivo do aplicativo é reduzir o tempo que se demora para a doação de sangue, atraindo mais doadores e fazendo com que doadores próximos doem mais vezes.

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