Projeto 2 - Grupo 4A: Apps para Medicina

CODESIGN DE APPS - Antonio Sigrist, Bruna Di, Vitor Morozini e Victor Mirkhan

IDEIAS INICIAS!

Para que pudéssemos pensar em apps relacionados à medicina, inicialmente decidimos levantar todos os principais problemas que pudéssemos listar de cabeça para que, assim, fosse possível pensar em uma solução através de um app.

Alarme para tomar remédio:

Um primeiro problema que vimos, é a dificuldade de pessoas se programarem para tomar seus remédios. Diversas vezes, pessoas deixam de tomar remédios necessários para o bem-estar pelo simples fato de esquecerem e não serem lembrados. Para isso, seria necessário desenvolver um app que funcionasse além de um "alarme". Algo que pudesse avisar a pessoa de diversas maneiras que estava na hora do remédio até ele se certificar de que a pessoa já havia tomado o remédio.
Talvez conectar esse alarme ao médico da pessoa, para caso ela não estivesse tomando o remédio de maneira regular ela pudesse obter ajuda médica de maneira rápida. No entanto, em um breve raciocínio, achamos que seria muito fácil a pessoa burlar a hora do remédio ou mentir, alegando tê-lo tomado.

Bate-papo

Quando se chega a um hospital para realizar um procedimento é normal a sensação de medo e desconforto por falta de conhecimento das conseqüência do que você irá fazer. Muitas vezes, as pessoas apenas sabem aquilo que o médico lhes falou, o que pode não ser muita coisa.
Esse app teria o objetivo de conectar pessoas que estão passando pelo mesmo procedimento para que elas possam conversar entre si e trocar informações, para que uma possa acalmar a outra, ou até mesmo prepará-la para possíveis dificuldades.

Consuta Virtual

Outra ideia de app seria uma consulta virtual. Uma pessoa precisa de uma consulta rápida, contatar um médico específico de determinada área muito rapidamente. Muitas vezes, é complicado e demorado marcar uma consulta, ou até mesmo localizar um bom médico na área que você procura.
O App contaria com medicos de todas as áreas altamente qualificados capaz de realizar consultas prestativas vida video. O app conectaria a pessoa ao médico que ela procura rapidamente em qualquer horário do dia. Caso o problema seja mais grave, o medico a avisará de que não é possível realizar a consulta via video e agendará via app uma consulta em um médico para a pessoa.

Consuta Virtual Universidade

Já nesse app, as consultas não seriam cobradas já que não seriam consideradas consultas. Você possui uma duvida, sobre um sintoma, sobre um dor, e deseja um "palpiteiro experiente" para te responder o que talvez possa ser. Essa pessoa entraria em contato com alunos semi formados das melhor faculdades de medicina do país e poderia tirar suas dúvidas.
Ao mesmo tempo que seria interessante para o "paciente", seria bom para o estudante que poderia aumentar seu contato com pessoas e aprender mais de casos cotidianos.

Fila pronto socorro

Quando se chega em um pronto socorro, é necessário realizar diversos passos antes de ser atendido. Preencher um ficha cadastral, conversar com um enfermeiro, realizar exames para, so assim, entrar em contato com o médico. Pensamos em um app que poderia servir como um pre registro da pessoa, para que no momento em que ela chega ao hospital ela possa ser atendida diretamente já que os medicos já saberiam do que se trata seu problema.

ALGUNS SITES QUE AJUDARAM A NOS INSPIRAR NAS IDEIAS

http://www.tecmundo.com.br/medicina/28248-12-apps-incriveis-para-quem-trabalha-com-medicina.htm

http://academiamedica.com.br/os-10-melhores-aplicativos-android-para-estudantes-de-medicina/

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Visita ao hospital Albert Eisntein

Após ter feito um primeiro brainstorm, apenas com nossas próprias referências, fomos atrás de maior aprofundação nos temas para podermos decidir melhor a funcionalidade de nosso app. Para isso, visitamos o Hospital Albert Einstein, onde fomos recebidos por médicos largamente envolvidos no preparo do novo curso de medicina do hospital e que querem promover maior integração com a engenharia.

Conversando com médicos de diversos setores, fomos apresentados a várias áreas nas quais nunca imaginavamos que havia oportunidade para a criação de aplicativos:

- Organização e preparo de cirurgias
- Controle em bancos de sangue
- Processos de transplantes
- Organização para maternidade
- Ajuda psicológica para pacientes com doenças severas

Enfim, esses tópicos servem apenas para demonstrar a quantidade de possibilidades que poderíamos usar para dar rumo ao nosso app. Ouvir sugestões dos próprios médicos e ouvindo eles falando de suas próprias áreas fez com que nosso grupo repensasse as ideias do brainstorm inicial, uma vez que por mais que irão servir de base para a gente, foram formuladas sem grande referencial na área de medicina. A partir de então decidimos realizar mais um brainstorm, agora em torno das sugestões que recebemos dos próprios médicos. Após decidir melhor o rumo que iremos tomar, passaremos a nos preocupar com a estratégia a ser usada para extrair informações do usuário (seja ele o médico, o paciente, o doador, etc.).

IDEIA DE APLICATIVO APÓS IDA AO EINSTEIN - BRAINSTORM

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Saímos do Einstein com duas grandes áreas de interesse: a área de cirurgia e a área de transplantes. Para nós, o principal motivo para essa escolha foi que ambas as áreas podem ser muito aproveitadas tanto do lado do médico quanto do paciente (no caso dos transplantes, teriamos três "vias" de oportuniidade: doador, receptor e médico). Nossa ideia agora é ir atrás de um médico e pacientes que já passaram por esse tipo de processo e que possivelmente possam nos dar sugestões e críticas relacionadas ao processo pelo qual passaram. Assim, devemos agora estabelecer a estratégia de campo para retirar de modo eficiente informações dos usuários.

Ao final da aula, decidimos que iriamos explorar mais a área de transplantes, pois acreditamos que a dinâmica entre doador e receptor poderia nos dar mais oportunidades de apps.

ESTRATÉGIA PARA IDA A CAMPO

Para nossa ida a campo, pensamos em primeiro falar com pacientes e depois com médicos. A ideia seria utilizar as informações dos pacientes, organiza-las de algum modo e depois leva-las à algum médico que seja especializado na área de transplantes. Como estratégia principal, pensamos em fazer uma linha do tempo com os pacientes entrevistados. Utilizando post-its, canetinhas e um cartaz, a ideia seria pedir para que o receptor do orgão fosse criando a linha do tempo desde o momento em que descobriu a necessidade de realizar um transplante até o momento em que estava em recuperação pós transplante. Paralelamente a isso, queriamos entrevistar também um doador de órgão e fazer o mesmo processo da linha do tempo com ele, desde o momento em que resolveu doar o orgão até a recuperação pós cirurgia.

Após conseguir essas informações, iriamos então mostrar as duas linhas do tempo para um médico especializado na área, para que ele pudesse complementa-la e inserir os procedimentos mais técnicos no processo. Assim, tendo uma linha do tempo completa e unindo-as com as possíveis criticas dos pacientes, esperamos conseguir nos guiar para uma ideia concreta de app.

ENTREVISTA COM USUÁRIOS - RECEPTOR E DOADORA DE RIM

Como dito acima, nossa intenção era entrevistar primeiramente um receptor de algum orgão e, depois, um doador. Entretanto, acabamos tendo muita sorte: achamos um receptor que aceitou fazer a entrevista conosco (Antônio Caterino) que conseguiu marcar também com a mulher que doou seu rim, sendo ela sua cunhada. Assim, conseguimos entrevistar os dois ao mesmo tempo e nós mesmos fomos usando os post-its para criar a linha do tempo deles.

RESULTADOS DA ENTREVISTA

Antes de relatar os resultados, iremos mostrar as linhas do tempo montadas. Como fomos anotando durante a entrevista, fizemos primeiro uma união bem bagunçada dos post its para depois arruma-los de modo claro.

Segue aqui a versão bagunçada:

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E aqui a versão organizada:

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Após uma longa entrevista com o receptor e sua doadora, conseguimos observar alguns pontos principais que eles citaram para nós:

- Continuo igual após doar o orgão? - A doadora nos disse que ficou com essa dúvida na hora de doar, não sabia se sua saúde seria a mesma, se poderia continuar comendo as mesmas coisas ou se algo iria efetivamente mudar em sua rotina. Classificamos isso como falta de informação, algo que será bem recorrente nos próximos tópicos.

- Quantos e quais exames? - Os dois não faziam nem ideia de quais exames iriam fazer e quantos exames teriam que ser feitos. No final, disseram que só para checar compatibilidade foram cerca de 60 exames!

-Exame assustador - Além de não conhecer os exames, a doadora relatou que exames em especifico deixaram ela extremamente assustada, e que certamente fez falta não conhecer um pouco do processo antes de realiza-lo.

-Não conversar com alguém que passou pelo mesmo - Nenhum dos dois havia conversado com algum doador/receptor antes do processo pelo qual passaram; assim, entraram completamente de para quedas no meio, sem saber muito bem o que iria acontecer e sem ter nenhuma dica de como encarar melhor o processo.

- Burocracia - Eles relatarem que para doar o órgão, tiveram que passar por uma grande burocracia que ia além dos médicos, sendo que a transferência de orgão necessitava da aprovação de um juiz. Além de deixar o processo mais lento, apenas causou angústia aos dois.

-Série de cuidados pós cirurgicos - Ambos, após o processo do transplante, precisavam tomar certos precauções. O receptor precisa inserir-se numa rotina de remédios bem controlados e ter autocontrole na alimentação. A doadora não precisa de tantos cuidados, porém também precisava maneirar em algumas coisas (bebida, por exemplo).

-Nervosismo inicial - o receptor nos contou que quando primeiro soube que iria precisar de um transplante, ficou em estado de nervosismo e desespero, e quis tentar de tudo para evitar uma operação.

- Desconhecimento dos resultados - Eventualmente, eles ficaram sabendo dos resultados dos exames. Entretanto, acreditam que poderia ser um processo com mais transparência e gostariam que fosse disponibilizado mais facilmente a eles.

-Dificuldade de achar um doador - o receptor nos contou que passou um grande período realizando hemodialise pois simplesmente não conseguia achar doador; paralelamente a isso, disse que não fazia ideia em que "posição" estava na espera por um doador cadaver, uma vez que não revelam esse tipo de informação para o paciente.

Conclusões da entrevista

Tomando essa entrevista como via para nosso projeto, vimos que realmente o maior problema compartilhado pelo doador e pelo receptor é a falta de informação que eles possuem sobre o processo. Eles simplesmente não conhecem nada do processo e possuem medos que, ás vezes, poderiam ser abafados se conversassem com alguém que passou por situação parecida. Não é um processo simples o de um transplante, tanto para o doador quando para o receptor, por isso que toda informação e apoio que puderem ter ajuda no processo. Essa parte de trazer informações e conectar doadores e receptores com pessoas que passaram pelo mesmo processo podem ser funções que nosso app pode cumprir. Outro problema que vimos é como a burocracia do processo pode ser tediosa e preocupante. Entretanto, é dificil imaginar como nosso app poderia interferir nesse processo.

Entrevista com o médico

Após realizar uma entrevista com uma pessoa que já doou um rim e uma pessoa que já recebeu um, achamos que seria importante também conversar com um médico para entender passo a passo do procedimento médico e também toda burocracia por de trás de um transplante. Fomos recebidos pelo Dr. Diogo, responsável pelo departamento de transplantes de órgãos do hospital, e tivemos a oportunidade de entender passo a passo do procedimento pela visão de um médico.

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Enquanto fazíamos essa linha do tempo, fomos conversando um pouco sobre toda a legislação que regia sobre o assunto. Quando contamos para ele que o doador que entrevistamos ficou assustado com a quantidade de exames que era preciso fazer para realizar a doação, ele nos contou que é mais chocante ainda, pois esse desconhecimento também ocorre por conta dos médicos.
Muitos médicos muitas vezes não sabem os procedimentos legais e até mesmo a sequencia que deve ser feita dos procedimentos médicos quando se trata de transplante de órgãos. Por uma questão de ego, esses médicos se recusam a perguntar para outros (principalmente quando se trata de enfermeiros). Isso faz com que eles recorram à internet e corram o risco de tomarem atitudes precipitadas pelo simples fato de não admitirem não saber.

A partir disso, pensamos na ideia de criar um app que fosse capaz de informar ao médico tudo que ele deve saber sobre o transplante de um determinado tipo de órgão. Seria um app que informaria os procedimentos legais e médicos ao médico e, aos mesmo tempo, permitiria aos doadores conhecerem um pouco mais do processo pelo o qual passarão, já que muitas vezes o médico pouco o instrui.

Com essa ideia em mente, ficamos na dúvida se devemos fazer um app focado para resolver o problema da falta de informação ou se focamos em um app que permita conectar pessoas que estão realizando ou realizaram um procedimento para que eles possam trocar ideias e informações sobre aquilo, tanto para se tranquilizarem quanto para se familiarizarem mais com o que está por vir.

BALSAMIQ - Layout do App

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