Projeto 2 - Grupo 1B: Inovação Social - Vila Nova Esperança

Introdução

Essa pagina será o meio de documentação do grupo 1 de inovação social.
O grupo é estruturado por: Alexandre Lima, André Kurbet, Felipe Groos, Raphael Moura e Rodolpho Benini.
Nossa intenção é a criação de um protótipo de um app para atender necessidades da Vila Nova Esperança, através das técnicas de co-design aprendidas nas aulas ministradas pelo Professor Marcelo Hashimoto, no curso de Engenharia do Insper.
Esperamos que todo o conteúdo visto aqui seja auto explicativo e ajude para futuros projetos.
Estamos abertos para qualquer tipo de dúvida ou ajuda.

Pesquisa de referências e Inspirational Designs

Para um começo de pesquisa, que tal começarmos conhecendo os "concorrentes"?
E assim começa nosso processo de criação de um app para inovação social, voltado para a comunidade da Vila Nova Esperança!
Durante a primeira aula voltada para este projeto, nos separamos em dois pequenos grupos: um para fazer a pesquisa de referência e outro para o Mapa 1 (abaixo).
Nesta seção apresenta-se então os resultados da pesquisa de referências e design inspiradores.

Colab
Descrição: rede social voltada para a cidadania, pois faz a ponte entre cidadãos e cidades, conectando pessoas e prefeituras e órgãos públicos.
Reflexão: notamos que o contato através de rede sociais para realizar melhorias, ou facilitar o relacionamento entre poderes e pessoas comuns é muito bem usado aqui e pode muito bem ser um design inspirador dependendo do caminho que tomarmos.

Help Bridge
Descrição: meio de caminho para doações para comunidades e instituições, além de poder locais que necessitam de voluntários.
Reflexão: não conseguimos extrair ações positivas e capazes de nos influenciar, percebemos que o app é raso e não apresenta funções interessantes a serem exploradas.

Get Rich or Die Smoking
Descrição: app que joga com o lado emocional mostrando o que você pode pagar com o mesmo dinheiro utilizado para comprar cigarros.
Reflexão: o que nos chamou muita atenção foi o modo em que conseguem conscientizar o usuário, sendo uma forma indireta, porém muito usual e impactante.

Donate a Photo
Descrição: a cada foto compartilhada o app promete doar 1 dollar para caridade.
Reflexão: o app não nos chamou atenção, pois não tem muita funcionalidade, além de ser mais uma campanha de marketing.

Horas da Vida
Descrição: app da ONG Horas da Vida, com objetivo de facilitar o cadastro de profissionais, além de promover a indicação de médicos, possibilitando atender mais pessoas com qualidade, e gratuitamente.
Reflexão: similar ao Colab, esse app permite o contato, facilitado por meio do app, entre pessoas que precisam das pessoas que tem. Conexão que pode ser muito bem aproveitada para o nosso projeto.

Aqui vale uma observação final analisada pelo grupo, nenhum dos aplicativos aqui apresentados tem um uso constante e "prazer" em usar esta ferramenta. Buscaremos e tentaremos trabalhar com essa observação em nosso projeto, para assim minimizar os defeitos analisados.

Mapa 1: Ideias Preliminares

Neste projeto, ao contrário do anterior, os alunos não conseguem se colocar no papel de usuário - nenhum aluno da Engenharia vive na Vila Nova Esperança e conhece a realidade da comunidade. Em virtude disso, o desenvolvimento do aplicativo será focado em entender o que os usuários precisam e isso só é possível conhecendo-os. Contudo, com o intuito de nos prepararmos para a visita a campo, fizemos um levantamento de ideias sobre o que possivelmente iremos encontrar nesta jornada de quatro semanas.

Parte do grupo ficou responsável por figurar o maior número de temas, problemas e perfis de usuário que esperávamos encontrar na comunidade. Essa etapa foi bastante rica, pois conseguimos visualizar alguns pilares os quais poderíamos deixar em mente ao começarmos a nos familiarizarmos com o Centro de Inovação.

USUÁRIOS:

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Neste processo de analisar possíveis usuários do aplicativo que será desenvolvido e que encontraremos em nossas visitas, listamos várias possibilidades.
Destas possibilidades, todas na foto acima, encontra-se desde ex-presidiários até pessoas com problemas financeiros, ou jovens estudantes até mães que não tem onde deixar as crianças quando trabalham.
Esse processo é importante, mesmo que abrangente, para não termos surpresas em nossa primeira visita.

TEMAS:

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No mesmo modelo de analisar usuários, estuda-se os temas que poderão ser relacionados a comunidade e os usuários do aplicativo.
Todos os temas levantados em nosso processo estão apresentados na imagem acima.
Portanto, surgiu temas desde transporte público até atividades para idosos, ou educação até política.
Da mesma forma, é um modelo muito abrangente.

PROBLEMAS:

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Sendo também o mesmo processo de usuários e temas, e continuando ser abrangente, insistimos em estudar os possíveis problemas que enfrentaremos nesse processo de co-design.
Como nos outros tópicos, a imagem acima retrata todo o processo que estudou desde deficientes físcios até jovens estudantes, além de professores até pessoas que passam muito tempo em locomoção, como indo para o trabalho.

IMAGENS GERAIS DO PROCESSO:

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Dia 03/11 - Primeira visita à Vila Nova Esperança

Saber as teorias de design é interessante, mas as coisas só acontecem de fato quando encaramos a realidade e falamos com os usuários. Pensando nisso, o grupo realizou a primeira visita à tão aguardada Vila Nova Esperança.

Durante o trajeto, que por sinal se torna bastante inacessível caso você opte ir de transporte público, discutiu-se sobre quais eram as expectativas - o que veríamos lá, qual o público e a situação das pessoas. Em suma imaginávamos duas possibilidades: um bairro como o Capão Redondo - uma periferia como qualquer outra de São Paulo - e um bairro como o Jardim Jacira - mais afastado e com aspectos rurais. Para nossa surpresa, a vila é a soma de tais bairros, o local é isolado de tudo e de todos e a pobreza é gritante. O saneamento básico é precário e as pessoas são rodeadas por florestas, a primeira impressão foi bastante chocante.

Outro ponto peculiar é a estrutura do Centro de Inovação, para as pessoas acostumadas com locais como o FabLab Insper passar em frente não causaria brilho nos olhos e confundiria com a casa de algum morador da comunidade. Contudo, essa é a proposta do Miguel (diretor do Centro de Inovação da Vila Nova Esperança e nosso tutor - se assim podemos chamar - em nosso projeto) e de outros jovens ao redor do mundo que acreditam em tal vertente - inclusive os moradores da comunidade aprovam esse modo. Com isso, a construção é coletiva e não simplesmente imposta por quem vem de fora - algo que acontece muitas vezes e chegamos até a ver um exemplo na vila, é o caso do trabalho do Enactus, entidade do Insper que faz um trabalho na região.

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Apesar de estar precoce, pois fora a primeira visita, ficou bastante visível que a comunidade é majoritariamente composta por crianças, jovens e cachorros - sim, tem muito cachorro e galinha vagando na rua. Quase não vimos adultos, mas há a hipótese deles estarem trabalhando no momento que visitamos, por isso iremos num final de semana ver como é a dinâmica da vila. Conversamos com poucos adultos, mais precisamente dois: a Dona Marlene e a Lia, duas mulheres muito ativas na vila e que sempre lutam para contribuir através da Associação. Contudo, o mais interessante foi ter contato com o Robson, o Maurício e a Kelly, três jovens com idades entre 15 e 19 anos que contaram um pouco da experiência deles como moradores, o bate-papo com eles durou algumas horas. Havia muitas crianças com idade média de 10 anos brincando, mas não conseguimos conversar com elas, é muito difícil ter um diálogo - são meninos e meninas muito fechados e falhamos no primeiro contato.

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Através desse primeiro contato, alguns tópicos ficaram mais em destaque, eles falavam muito da falta de opções de lazer e a dificuldade de comunicação, exploraremos tais temas nas próximas visitas. Outras duas coisas chamaram nossa atenção: quase todo mundo anda de bicicleta e há uma horta muito famosa na vila, ela foi criada com o intuito de evitar comentários que a comunidade polui a região.

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O registro das conversas estão sendo feitos por duas maneiras: quando estamos sentados num local conversando com a pessoa a anotação é feita num bloco de notas, quando a conversa é mais dinâmica estamos gravando com o consentimento do morador da comunidade - aparentemente, eles não se sentem intimidados com a gravação, isso só ocorre pois começamos a gravar apenas quando já criamos uma empatia com o usuário.

No final do dia, conseguimos relacionar as expectativas levantadas no primeiro encontro com o que vivenciamos em algumas horas como moradores da Vila. No ramo dos usuários, alguns casos foram confirmados - como, por exemplo, o de pais que saem para trabalhar e deixam seus filhos em casa. Mas, como dito anteriormente, o que mais chamou atenção é a quantidade de crianças que vimos. Não imaginávamos que haveria um número tão grande de jovens dispersos nas ruas, esperávamos que eles estivessem estudando ou realizando alguma atividade - mas tais atrativos são ausentes no local. No quesito temas, o leque ficou muito mais amplo do que o imaginado - consequentemente vimos vários problemas. Além das adversidades aguardadas - como, por exemplo, o difícil acesso ao transporte público - também vimos coisas extraordinárias. Os moradores são alienados sobre o que ocorre na Vila ou em São Paulo como um todo. Em conversas com os possíveis usuários, muitos deles não sabiam informações sobre atividades escolares ou o que realizar no tempo ocioso.

Mapa 2: Desafios e Estratégias

DESAFIOS:
Começando pelos desafios encontrados para o processo de co-design de um aplicativo para a Vila Nova Esperança, vemos alguns pontos críticos que teremos que contorná-los sabiamente.
Primeiramente, nota-se que a região é muito instável. Além de ser localizada entre três municípios (São Paulo, Cotia e Taboão da Serra), ou seja, cada poder governamental deixa para o outro resolver, esta região é ilegal - os moradores não deveriam estar usando tal terreno. Com tudo isso, por ser uma região periférica, o acesso é muito restrito e de má qualidade.

Mudando o tópico, porém analisando os desafios, vemos quão difícil será o approach com os moradores por diversas razões. Nota-se que são muito restritos e fechados, o contato é prejudicado junto com a extração de boas informações. Ainda mais, existem vários assuntos delicados para serem falados numa conversa informal como é a que buscamos. No tópico de dificuldade com acesso a boas informações, é sabido que durante a semana há poucos adultos na comunidade, pois trabalham longe dali. Além desses detalhes, foi recomendado por nosso mentor,o Miguel, que não fiquemos ali durante a noite, por questões de segurança - e ir esse horário seria fundamental, caso não conseguíssemos ir durante o final de semana.

ESTRATÉGIAS
Apesar dos problemas, não podemos deixas os empecilhos atrapalharem o decorrer do desenvolvimento do aplicativo. Portanto, usaremos os dias da semana para o contato com os jovens e os fins de semana com os adultos.

Dia 08/11 - Segunda ida à Vila Nova Esperança

Na segunda ida à vila, participamos, inicialmente, de uma apresentação do Teto - organização social que trabalha em conjunto com a Associação da Vila Nova Esperança. Após vermos um documentário que mostrou um pouco mais da história da comunidade, foi feita uma apresentação referente a informações sobre alguns valores quantitativos contabilizados durante o trabalho deles na região.
No aguardo do início da apresentação do Teto, mais algumas pessoas foram entrevistadas. Como já tínhamos percebido antes em outras conversas, aparentemente as pessoas que habitam o local, além gostarem muito do lugar, parecem felizes morando lá. Alguns dos que dizem ser felizes ali justificam-se através da experiência de terem vivido em lugares com condições consideradas piores por eles mesmos. Também dizem que a vila já melhorou muito em relação há alguns anos quando não havia luz elétrica regularizada, algo que tornou realidade apenas 5 anos atrás.
Na época que a vila começou a crescer, a qualidade de vida, no geral, era pior. As principais transformações que ocorrem lá dentro, especialmente a que assegura que a moradia na região continue existindo, mostrou-se ainda mais dependente da Lia, presidente da Associação. Durante os “debates” que vimos, notamos o quanto a vila e o povo dependem desta mulher, que sempre lidera essas conversas.
Referente a palestra do Teto, as informações que vimos talvez sejam utilizadas como base para fazermos o app, já que mostram pontos fracos da comunidade. Quantitativamente falando, uma possível ideia é de algum app que ajude com o relacionamento entre vizinhos, que se mostrou baixo, ou também algo relacionado à divulgação de eventos e reuniões na tentativa de atrair mais pessoas da vila para esses acontecimentos.
Nesta visita, também presenciamos a discussão entre os líderes da Vila Nova Esperança, cuja figura principal é a Lia, e o Enactus. O bate-papo em si pouco agregou para nosso objetivo, porém essa visita foi de extrema importância, pois nesta conseguimos interagir melhor com os adultos e crianças, lembrando que na última visita os adolescentes foram o principal foco, o que ampliou, ainda mais, a nossa consciência sobre os entraves da comunidade. Ademais, após a reunião, conversamos com o Miguel, para dar um feedback sobre nossos planos para o app. Segundo ele é uma boa ideia de app para a comunidade, pois este é um ponto crítico.

Obs: Não há fotos do bate papo, pois a situação não permitia, pois, a pauta desta era a permanência ou não do Enactus na Vila Nova Esperança.

Sobre o aplicativo: Como previamente dito a comunicação entre os moradores da vila é precária, deste modo eles não sabem o que ocorre no lugar onde moram. Visando este fato, um possível app a se fazer, para sanar este ponto falho, é uma espécie de jornal, onde seria escrito pelos próprios moradores. Porém, o(s) redator(es) deve(em) ser cirurgicamente escolhidos, uma vez que as matérias devem ser o mais imparcial possível e, também, obrigatoriamente deve ser alguém de confiança da Lia.

Obs2: Foi esta ideia que o Miguel achou muito boa, e uma dica que ele nos deu é fazer um grupo de pessoas, criando uma mini entidade na vila.

Novas visitas serão feitas onde tentaremos conversar e interagir com mais pessoas e tentar entender mais sobre a vila e seus aspectos, além de progredir com nossa ideia de app.

Pré-Brainstorm

Durante as conversas sobre o aplicativo, algumas ideias foram levantadas conforme o que vivenciamos com os moradores da Vila. O principal pilar era sobre a comunicação, pensamos em algo que fizesse com que o pessoal da comunidade ficasse mais ciente do que ocorria do lado de fora, pois coletamos das conversas a ausência de noção sobre a realidade além do metro quadrado o qual eles viviam. Poucos tinham noção do que acontecia em São Paulo como um todo e os que sabiam eram aqueles que já viveram fora da Vila Nova Esperança. Outro ponto da comunicação seria um aplicativo que melhorasse a comunicação interna, fora evidenciado a falta de contato humano entre os vizinhos. Poucos deles interagiram com os outros e isso causava uma série de intrigas.

Na parte da horta, levantamos ideias sobre como usar a horta como uma moeda. Quem colhesse e cuidasse mais do local teria vantagens comerciais, além de ficar com o que colheu. Tal iniciativa faria com que um centro comercial fosse criado e, consequentemente, incentivando o aperfeiçoamento da horta. Por fim, já havia uma ideia sobre uma rádio sendo desenvolvida na Vila, traríamos a ideia para um aplicativo e agilizaríamos o decorrer do processo - já que ele estava congelado nos dias que fomos.

Personas e Scenarios

Personas e scenarios é uma estrategia de co-design que usaremos para a realização de nosso projeto.
Essa técnica tem o objetivo de criar pessoas com diferentes cenários respectivos à elas. Essas criações seriam possíveis usuários de nosso aplicativo. Para isso, criamos as 3 personas apresentadas abaixo junto ao seus scenarios:

Persona 1
Carlos, o voluntário…

Carlos é um jovem que se preocupa com as diferenças entre classes sociais. Dedica parte do seu tempo a trabalho voluntários. Ele vem de uma família de classe média alta e sente dificuldade de entender os contextos os quais ele imerge. O jovem tem a percepção de que não pode esperar o Governo agir para tornar a sociedade mais igualitária, assim ele mesmo corre atrás dessa mudança.

Scenario

Carlos está na Vila Nova Esperança pela primeira vez e tem o interesse de conhecer melhor a história e a dinâmica do local. Com o aplicativo desenvolvido por nos, ele encontra depoimentos e relatos dos moradores do local e consegue, dessa forma, inserir-se melhor no contexto da região, mesmo não estando durante todo o tempo na comunidade.

Persona 2

Tadeu, o pai…

Tadeu é pai de um jovem da Vila Nova Esperança e trabalha há 20 quilômetros da onde mora. Sai cedo e volta tarde todos os dias, seu único lazer é aos fins de semana quando pode juntar a família para fazerem churrasco. Ele não consegue ficar a par do que acontece na comunidade, pois passa grande parte da semana longe dela. Tadeu preza muito pela lealdade e possui muita confiança e comprometimento.

Scenario

Tadeu faltou na última reunião organizada pela Lia (diretora da Associação) e gostaria de saber o que foi discutido e quando ocorrerá novamente. Em virtude disso, Tadeu abre o aplicativo para e tem tudo o que precisa em sua palma da mão.

Persona 3

Cristiano, o jovem…

Cristiano é um que está cursando o Ensino Médio, auge da proatividade e autoconhecimento. Ele precisa fazer algo no seu período vago, pois estuda em um único período e depois fica livre sem ter o que fazer, pois a escola não demanda muito. O jovem preza a comunicação e a amizade, pois seus pais não conseguem dar atenção suficiente em virtude da alta carga horária de seus trabalhos.

Scenario

Cristiano chegou da aula, almoçou e agora está sem nada para fazer, deixando sua tarde totalmente livre. Entretanto, existe "Nptícias da Esperança", lá ele vai conferir o que há de novo próximo à Vila Nova Esperança e assim saberá o que fazer em seu tempo livre.

Conceito Final

Após conversar com moradores, observar como as coisas funcionam na Vila e assistindo à apresentação do Teto, descobrimos que existem grandes problemas de comunicação entre as pessoas da Vila. Além dos problemas internos, também pode-se perceber que há problemas na comunicação entre as pessoas da vila e as pessoas de fora dela, como Teto e Enactus. Este último teve, recentemente, problemas com relacionamento ao modo como trouxeram suas ideias. Aparentemente, foram um pouco “agressivos” e não queriam aceitar as ideias e mudanças propostas pelo membros da comunidade.

Todas as decisões mais importantes - como a instalação da rede de esgoto por exemplo - tomadas na Vila são feitas em reuniões que a Lia é responsável por organizar, divulgar e apresentar a ideia. Assim o pessoal presente tira dúvidas, sugere que algo seja diferente, ou simplesmente concordam ou discordam com alguma coisa. Se alguma ideia nova ou mudanças no projeto forem sugeridos, as pessoas presentes no encontro avaliarão essa ideia e tomarão a decisão se será ou não aplicada. O primeiro problema é que as decisões tomadas nas reuniões serão aplicadas e opiniões vindas de fora em outros momentos após a reunião não serão levados em consideração. A Lia falou que já houve casos em que pessoas vieram reclamar de mudanças que haviam sido aplicadas após reuniões serem feitas.

A falta de presença de pessoas nas reuniões deve-se a alguns fatores: um deles é a falta de ambição e interesse das pessoas em melhorar a condição de vida na Vila - muitos dos entrevistados falaram que as condições em que vivem hoje são boas e que essas mudanças na Vila não são necessárias para deixa-los felizes, pois o jeito como ela se encontra hoje já os satisfaz. Outro problema é a falta de relação com os vizinhos que faz com que as pessoas nem se falem. Isso diminui ainda mais as chances de divulgação, já que, como não se comunicam, a notícia não se espalha. Além disso, a presença de alguns na reunião faz com que outros não queiram ir, simplesmente por não simpatizarem com esses que estão nas reuniões, seja por brigas passadas ou outros motivos pessoais.

A proposta do app é de ajudar a melhorar a comunicação entre as pessoas da Vila. O interesse das pessoas pelo o que acontece na Vila, por exemplo, pode melhorar, já que, através do app poderão ter acesso a mídias que facilitarão o entendimento das ideias que são levadas às reuniões da Vila. Além disso, as mudanças que estão ocorrendo na Vila podem e ainda incentiva a ter sua presença nas reuniões através de fotos e vídeos publicados mostrando a ideia colocada em prática, na inauguração ou finalizada. Isso, além de prestigiar e mostrar quem está dedicando o seu tempo para melhorar a vila, também podem ajudar a incentivar as pessoas a fazerem o mesmo. Em suma, o aplicativo promoverá o empoderamento dos moradores, eles saberão o que acontece na comunidade e serão ouvidos. Tal atitude aumenta bastante a participação dos mesmos.

Dia 29/11 - Terceira Visita à Vila Nova Esperança

Nessa visita validamos o app com o pessoal da Vila, os moradores gostaram bastante, pois, segundo eles, o aplicativo dá empoderamento para eles. A Associação já havia tentado engajar os moradores dando ações específicas para certos moradores, como, por exemplo, ser responsável pelo leite e/ou pelas cartas. Entretanto esse projeto não deu certo e o aplicativo poderia ser um caminho para engajar as pessoas da comunidade.
Durante o processo de validação, a Lia citou a Moeda da Esperança, outra tentativa de dar empoderamento aos moradores. Aqueles que concluíssem recebiam o valor da esperança para ganhar bônus, como por exemplo, alguma doações.
Vale ressaltar que está havendo eleições na Vila Nova Esperança e poucas pessoas estão cientes, com o app nos e vários deles dizem que melhoraria esse déficit.

Teste do Aplicativo

O processo de validação seguiu da forma que pensávamos. Mesmo sem ter tantas páginas as pessoas davam scroll como esperado. Percebemos, também, que as pessoas mais velhas usavam o dedo indicador ao invés do polegar para mexer no aparelho celular. Por fim, poucos notaram os três tópicos do app, nos inspiramos no Facebook, mas percebemos que é necessário aplicar diferentes distribuições aos tópicos. De forma geral, foi bem aceito o uso e conceito do aplicativo.
Abaixo segue as imagens do protótipo do aplicativo.

Tela Inicial

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Tela 2

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Tela 3

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Tela 4

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Pop-up da Tela 4

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Apêndice

Base de dados compartilhada pela organização TETO para nos ajudar…
Resultados muito interessantes que nos motivaram bastante.
Muito obrigado e parabéns pelo projeto!

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