Grupo 1B - Gustavo Efeiche, João Pedro Castro, Nicolas Gentil

Introdução

Para começar nosso primeiro projeto, que envolve criar ferramentas para modificar e melhorar o ambiente do Insper, foram propostos três temas para serem discutidos com os usuários entrevistados:

  • Acesso ao Insper
  • Alimentação no Insper
  • Fluxo de informação no Insper

Escolhemos falar sobre como a informação no Insper é difundida. O processo de pesquisa inicial contou com duas etapas principais, que serão detalhadas abaixo: Treinamento em Sala e Pesquisa de Campo.

Primeira Etapa - Treinamento em Sala

Para darmos início ao projeto, fizemos uma espécie de treino na sala de aula, com os integrantes do grupo que escolhemos. Havia um entrevistador, um entrevistado e um observador em cada grupo. O objetivo era simular uma entrevista real, para aprendermos a identificar sinais e analisar as respostas de cada usuário entrevistado. Assim, quando chegasse a hora de entrevistar um desconhecido, saberíamos como agir e poderíamos agilizar a pesquisa.

Segunda Etapa - Pesquisa de Campo

Em seguida, fomos à campo. Rodamos pelo Insper afim de encontrar alunos ou funcionários que utilizassem sistema de informação distribuídos pela faculdade. Desde aplicativos para celular até websites e intranets. Conseguimos conversar com três alunos que possuem mais ou menos a mesma opinião. Todos comentaram que a distribuição das informações na se dá de maneira eficiente e reclamaram que muitas vezes não recebem a informação do jeito que gostariam (como por exemplo excesso de e-mails, que cansam o usuário e o confunde) ou até mesmo nem a recebem. Para obter o máximo de informação possível, usamos a estratégia dos "por quês?". Quando a pessoa comentava sobre um assunto, perguntávamos o porque daquilo ser de certa maneira, ou porque causava certo impacto. Com isso, fazíamos a própria pessoa refeltir sobre o que estava falando e dar melhores respostas.

Fomos então conversar com a representante do Multi Insper, entidade responsável pelo trabalho de divulgação dos materiais da faculdade e por tirar dúvidas dos alunos com relação a serviços que esta oferece. Ela nos mostrou que todas as informações procuradas pelos alunos podem ser encontradas, mas realmente percebemos que não da maneira mais eficiente. Há vários canais, como o Blackboard, Portal do Aluno, E-mail, e muitas vezes o aluno se perde na hora de procurar. Temos então um conflito entre autonomia do usuário e a intuitividade das informações. Conversando com alguns amigos, percebemos que a maioria das pessoas nem sequer sabe que o Multi Insper existe.

Após este trabalho de pesquisa, concluímos que a informação existe mas o alunos não chegam até ela. Começamos a pensar então numa forma de unificar e tratar os dados para que cheguem ao usuário de forma ais sucinta e com mais facilidade. A partir desenvolveremos nosso projeto.

Terceira Etapa - Brainstorming e Paper Prototyping

Para a terceira etapa de nosso projeto tivemos de pensar em um app que nos ajudaria a solucionar os problemas encontrados na pesquisa de campo. Assim, iniciamos a aula com um Brainstorm, onde colocamos todas as idéias que saiam da nossa cabeça em post-its e as agrupamos em tópicos, para melhor observação das informações. Aqui estão algumas fotos do resultado:

aula.jpg

Tendo essas informações agrupadas e organizadas, iniciamos a construção de nosso protótipo. Utilizamos papel, post-its e canetas para criá-lo. Nossa idéia era criar algo que fosse simples e intuitivo para que os usuários não precisassem nos pedir informações sobre o que cada uma das funções do nosso app faz, portanto, cortamos folhas A4 em 4 pedaços para que ficassem de um tamanho mais parecido com um celular e em cada uma delas colocamos uma das janelas. Além de representar as janelas do app, tentamos recriar o scroll de um celular, os cliques dos botões e outras funções interativas interessantes, como podem ver a seguir:

app.jpg

Quarta Etapa - Demonstração do Paper Prototyping

Com os protótipos prontos, convidamos duas pessoas a utilizá-lo, recebendo apenas uma pequena introdução do propósito do app, sem nenhuma instrução. O objetivo era observar a intuitividade e praticidade do aplicativo. Depois de utilizar, cada convidado foi submetido a algumas perguntas e teve de atribuir notas - de 0 a 5 - para cada uma.

Com os dois usuários foi possível observar uma fluidez na utilização, bem como facilidade em entender o conteúdo. Isso é muito bom, indica que estamos no caminho certo, uma vez que muitos elogios e poucas sugestões foram feitos. Abaixo estão as perguntas realizadas e as notas recebidas:

Perguntas Nota do Usuário 1 Nota do Usuário 2
Pergunta 1: De 0 a 5 quanto o problema tratado no app é relevante para você? Por quê? Nota 5 Nota 5
Pergunta 2: De 0 a 5 quanto o app correspondeu à sua expectativa inicial? Por quê? Nota 5 Nota 5
Pergunta 3: De 0 a 5 quanto o app soluciona o problema a que se propõe? Por quê? Nota 5 Nota 5
Pergunta 4: De 0 a 5 quanto as telas estavam claras e bem resolvidas? Por quê? Nota 5 Nota 4
Pergunta 5: De 0 a 5 quanto foi fluida a mudança de uma tela para a outra? Por quê? Nota 4 Nota 4
Pergunta 6: De 0 a 5 a experiência geral foi intuitiva? Por quê? Nota 5 Nota 5

Com relação à sugestões, os dois usuário comentaram que faltavam algumas funcionalidades no calendário, como por exemplo um scroll (rolamento) para mudar os meses. Um deles também argumentou que a barra de navegação deveria ser removida, deixando o aplicativo mais "limpo", além de uma função swipe (arrastar) para remover os eventos indesejados.

Quinta Etapa - Wireframe no Balsamiq

Terminada a etapa de feedbacks e ideação do aplicativo, fizemos um protótipo computadorizado, mais próximo do que seria uma ferramenta real. O software utilizado foi Balsamiq, programa especializado em criação de wireframes, que nos deu possibilidade de implementar automatizações e funcionalidades que não eram possíveis no papel, criando um protótipo mais interativo.

Link para o nosso projeto no site do Balsamiq: [https://codesigndeapps.mybalsamiq.com/projects/turmab-grupo/grid]

Abaixo estão algumas screenshots do protótipo computadorizado:

app_screenshots.png

Há muitas vantagens em utilizar um software online para a produção do protótipo. Mesmo não possuindo a flexibilidade que existiria se o este fosse programado com HTML, CSS e JavaScript, há a possibilidade de vários autores editarem o mesmo arquivo e salvá-lo na nuvem. Ainda como vantagem, não dependemos do processamento do computador que visualiza o protótipo para rodá-lo e podemos criar uma ferramenta muito próxima do real.

Sexta Etapa - Avaliação dos Oliners

Depois de concluirmos a produção do nosso protótipo computadorizado fomos submetidos a uma avaliação por parte do alunos do Olin College. Nesta avaliação explicamos todo processo de desenvolvimento do aplicativo, desde a pesquisa de mercado com alunos do Insper (Primeira Etapa) até a finalização do protótipo no Balsamiq (Quinta Etapa). Algumas perguntas foram realizadas pelos avaliadores (sempre em inglês) para estimular o raciocínio sobre possíveis problemas ainda existentes no aplicativo. Além disso, houve uma discussão sobre o conteúdo que foi apresentado até agora na aula de Codesign de Aplicativos, bem como comentários sobre a maneira como a aula é ministrada, qualidade dos professores e relevância do processo de codesign dentro da engenharia.

Conclusão

Finalizamos assim o primeiro projeto da disciplina Codesign de Aplicativos, abrindo portas para novas ideias e novos projetos, criando meios para comunicar os processos de desenvolvimento e documentando todo o estudo e produto criados, tornando possivel a reprodução da atividade por qualquer pessoa.

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